Colaboradora · Eu-lírico · · Sem categoria

Escolhas

Sempre foram duas escolhas. Dois caminhos. Ir em frente ou retroceder? Doce ou salgado? Apaga a luz ou deixa acesa? Escolho o forte e lento ou o magrinho intelectual? Café ou suco? Quente ou gelado? Então ela se viu perdida em um mar de duas possibilidades: me jogo e me afogo ou permaneço em minha acomodação estática, sem graça? E ela ficou. Carregada de mesmice. Perdeu sua identidade. Virou mais uma em um mundo de tantos outros. Chorava sem quem consolasse. Eram lágrima vãs. Procurava em lojas e bares e festas e homens e motéis e falsos amigos um preenchimento impreenchível de coisas tais, até pensou que a morte traria paz. Se enganou. Inúmeras tentativas e sua vida não chegava ao fim. E foi em um leito na UTI que ela decidiu pular. E pulou. E reviveu. E se afogou em uma graça que lhe devolveu a vida. Hoje chora, mas tem consolo. São lágrimas que plantam alegria. Procura em um Pai amoroso o que não encontrava em lojas e bares e festas e homens e motéis e falsos amigos. E encontra. Ela descobriu alguém que já havia morrido pra lhe trazer a paz. E por isso ela viveu.
Thayane Soares
A imagem usada, não pertence ao blog. Qualquer reclamação quanto aos créditos, por favor entrar em contato. Grata!
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14 comentários em “Escolhas

  1. “Ela descobriu alguém que já havia morrido pra lhe trazer a paz. E por isso ela viveu.” ual, estou arrepiada até agora! Muito, muito bom! Poxa, meus parabéns pelo texto e blog maravilhoso! 😀

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